O caso de poluição ambiental que se arrasta há mais de dois meses sem solução na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, entrou em uma nova fase de investigação. Isso porque a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar a responsabilidade pelo material químico que vem surgindo nas imediações do Terminal Itapuã.
Após a denúncia da comunidade, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) iniciou investigação após encontrar amostras de cobre e nitrato na areia da praia. Responsável pelo Terminal Itapuã, a empresa Intermarítima nega o uso dos materiais encontrados e atribui os produtos químicos localizados à operação da Gerdau, que geriu o espaço à beira-mar até 2022.
Em nota, a Gerdau alegou que “ainda não é possível afirmar que a empresa é a responsável pela atual contaminação, uma vez que as análises técnicas realizadas, até o momento, não foram conclusivas quanto às causas”.
Segundo informações da TV Bahia, o caso também foi registrado na Polícia Civil e o Ministério Público da Bahia acompanha as apurações. De acordo com o MP, 600 famílias de São Tomé de Paripe que dependem da praia para garantir a renda estão sendo prejudicadas com o dano ambiental.
“As empresas não têm senso de urgência. Ambas são responsáveis e ambas têm que assumir a reparação tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista social”, declarou a promotora de Justiça Hortência Pinho à TV Bahia.
