Moradores de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, continuam reféns do problema ambiental que afeta a comunidade há cerca de um mês. Vídeos compartilhados pela comerciante Fernanda Reis apresentam relatos de quem está sentindo na pele e no bolso os impactos das substâncias químicas surgidas em um trecho da praia mais famosa da Suburbana.
Pescadores, marisqueiras, permissionários de barracas de praia, catadores de material reciclável e ambulantes apelam para as autoridades tomarem uma providência que devolva a rotina social e econômica da localidade. A comunidade cobra rigor na apuração da causa do cobre e nitrato que emergem atrás do Terminal Marítimo de Granéis, administrado pela Intermarítima, e reparação.
No local desde 2022, a Intermarítima aponta que os produtos químicos encontrados no local podem estar relacionados à antiga gestora do terminal marítimo, a Gerdau. O caso segue sob investigação.

Nesta semana, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que não há proibição de banho na praia de São Tomé de Paripe.
“A restrição é apenas em uma área específica, correspondente ao terminal marítimo, conforme indicado na imagem. A praia segue liberada para uso da população”, diz o comunicado.
A orientação, no entanto, é criticada pelos moradores do bairro, que classificam a medida como irresponsável. A principal queixa é em relação aos animais que vem aparecendo mortos na praia e eventuais riscos à saúde dos banhistas.
