Técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) retornaram à praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, nesta quinta-feira (2). Novas amostras de produtos que brotam da areia e se misturam com a água do mar foram coletadas.
A presença dos técnicos do governo estadual ocorreu após moradores denunciarem, na quarta-feira (1º), a aparição do material colorido em outro local, desta vez, ao lado do Terminal Itapuã, administrado pela Intermarítima. As primeiras aparições foram registradas atrás da empresa.
“Na praia toda, em cada parte, eles levaram amostras para analisar”, relatou a moradora Fernanda de Jesus ao Correio Suburbano. Em vídeos publicados nas redes sociais, moradores relatam um forte cheiro de amônia na localidade. “Desastre ambiental”, classifica Fernanda.
No final de fevereiro, a comunidade começou a denunciar o surgimento dos produtos químicos e os impactos para a fauna marinha da localidade.
Divergência entre Intermarítima e Inema
Na semana passada, a empresa Intermarítima divulgou resultados de avaliações laboratoriais de água e sedimentos marinhos que não apontaram contaminação.
A informação, no entanto, não foi validada pelo Inema, que reagiu por meio de nota pública:
“Não tivemos acesso nem validamos os laudos divulgados pelo Terminal Itapuã. Embora nossos técnicos tenham acompanhado algumas coletas de amostras, não participamos da elaboração nem da validação dos resultados apresentados pela empresa. O auto de infração segue vigente, mantendo a interdição temporária do empreendimento. As investigações sobre a origem da contaminação continuam em andamento, em articulação com outros órgãos e empresas envolvidas”.
O Inema ainda destacou que o monitoramento da balneabilidade e as investigações ambientais são processos distintos – com metodologias e objetivos diferentes.
