
O bairro de Periperi, no Subúrbio de Salvador, mais uma vez foi palco da tradicional guerra de espadas. No final da noite de sábado (28) e madrugada deste domingo (29), espadeiros e espadeiras se reuniram na região da Urbis para celebrar o São Pedro soltando o controverso artefato junino – proibido pela Justiça desde 2011.
Em Periperi, a guerra de espadas passou a integrar a agenda de espadeiros após o São João, quando muitos faziam da “manifestação cultural” na capital uma espécie de ressaca dos festejos juninos iniciados no interior da Bahia. As fachadas das casas protegidas com tapumes indicam e caracterizam o cenário de guerra.
Como em anos anteriores, a prática de soltar espadas de fogo no bairro em 2025 foi marcada por intensa repressão policial. Equipes da Polícia Militar chegaram a jogar spray de pimenta para dispersar adeptos e curiosos que acompanhavam a queima, conforme flagrado pelo Correio Suburbano no local.
A ‘marginalização’ do uso das espadas é alvo de críticas de quem há anos faz uso do artefato e carrega a tradição. Muitos defendem que seja estabelecido um espaço para a guerra de espadas, com exigência de equipamentos de proteção individual (EPIs) e presença de equipes de socorristas. Os tradicionais espadeiros de Periperi também criticam a soltura de espadas em outros locais que não seja a Urbis.
De acordo com a alegação da Justiça e do Ministério Público estadual, a proibição das espadas é motivada por riscos de acidentes e perturbação do sossego em áreas residenciais.
