Acusada pela população de ser a responsável por contaminar a praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, a empresa Intermarítima aponta que o nitrato e o cobre encontrados no local pode estar relacionado à antiga gestora do terminal marítimo, a Gerdau. Em reunião com comunicadores da região, na segunda-feira (16), o diretor-presidente Roberto Zitelmann, afirmou que os produtos encontrados são típicos da atuação da gigante empresa brasileira produtora de aço.
A Gerdau atuou na localidade entre 1989 e 2022. Desde então, a Intermarítima assumiu o controle das instalações, atuando no segmento de adubos. Conforme afirmou Roberto Zitelmann, o material utilizado por eles não causa dano ao meio ambiente.
Ao Correio Suburbano, o analista de relacionamento com a comunidade da Intermarítima, Sérgio Melo, garantiu que “cerca de 99% dos produtos movimentados pela empresa são fertilizantes”.

Roberto Zitelmann afirmou ainda que o trecho onde apareceram as manchas azuis e verdes está localizado atrás da empresa [foto acima]. De acordo com o gestor, durante a transição de administração, a Gerdau apresentou relatórios ao Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Entretanto, o cobre, classificado como metal pesado, só veio a emergir agora.
Os representantes da empresa alegaram que preferiram aguardar os primeiros resultados da análise do material coletado para se pronunciar. A Gerdau ainda não se manifestou sobre o caso, que segue sob investigação.
Comunidade prejudicada
Enquanto isso, a ocorrência, que dura aproximadamente um mês, vem prejudicando moradores, comerciantes, pescadores e marisqueiras de São Tomé de Paripe. A praia, a mais famosa do Subúrbio de Salvador, vem sofrendo esvaziamento após animais marinhos aparecerem mortos. A comunidade vem denunciando os impactos econômicos e de saúde pública gerados pelo problema ambiental.
Fiocruz
Nesta terça-feira (17), a vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) gravou um novo vídeo no local ao lado de técnicos da Fiocruz, que coletaram novas amostras do líquido.
