A Polícia Civil da Bahia cumpriu nesta quinta-feira (22), em Paripe, no Subúrbio de Salvador, um mandado de prisão preventiva contra um idoso de 65 anos investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra um adolescente de 14 anos. A ação ocorreu em um espaço multidisciplinar voltado ao atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes, onde, segundo a polícia, o homem trabalhava. A investida foi realizada por agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).
Além da prisão preventiva, também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no mesmo bairro. Segundo a apuração policial, o investigado atuava em projetos sociais e em espaços de atendimento a crianças e adolescentes, o que possibilitou a criação de uma relação de confiança com a família.
Ainda segundo a Polícia Civil, o adolescente chegou a pernoitar na residência do suspeito, local onde o homem possui diversos eletrônicos voltados ao entretenimento, como videogame, jogos, filmes e aparelhos de som.
O abuso ocorreu na madrugada do dia 10 de janeiro, após o adolescente dormir no local em um colchão no quarto do homem. Ao acordar, a vítima percebeu a prática de atos libidinosos e conseguiu se desvencilhar, procurou ajuda. O fato foi relatado à mãe ainda no mesmo dia. A genitora registrou boletim de ocorrência e apresentou às autoridades registros de conversas mantidas com o investigado, nas quais ele admite a prática criminosa. O material foi submetido a procedimentos técnicos de validação e incorporado às investigações.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida deferida pela 1ª Vara das Garantias de Salvador. A decisão judicial considerou a gravidade dos fatos, o abuso de confiança, o risco de reiteração e o acesso do investigado a crianças e adolescentes em ambientes educacionais e sociais.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram apreendidos um computador e um aparelho celular, que serão encaminhados para análise pericial. O homem permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário. As diligências prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e para a identificação de possíveis outras vítimas.
