‘Não podemos permitir que símbolos do crime organizado sejam naturalizados nas ruas’, diz Sandro Filho

A Câmara Municipal de Salvador aprovou o Projeto de Lei nº 349/2025, que altera a Lei nº 9.788/2024 e estabelece medidas específicas para enfrentar a cultura do crime organizado na capital baiana. O projeto amplia a legislação vigente e busca proteger os espaços públicos contra pichações e inscrições que façam referência a facções criminosas.

Conforme a proposição, de autoria do vereador Sandro Filho (PP), criado em Coutos, no Subúrbio de Salvador, a prática, registrada em locais de grande relevância cultural e social, como a baloustrada do Porto da Barra, além de muros de escolas e cemitérios municipais, ameaça o patrimônio da cidade e afeta diretamente a sensação de segurança da população, ao transmitir a falsa ideia de que determinados territórios estariam sob domínio do crime.

Entre as medidas aprovadas, estão multas mais severas para quem realizar esse tipo de pichação, com valores triplicados quando houver menção a organizações criminosas.

O texto também prevê retirada imediata dos símbolos pelo poder público, desenvolvimento de ações de conscientização nas escolas e investimentos em monitoramento e inteligência para identificar práticas que reforcem a cultura criminosa em espaços coletivos.

“Não podemos permitir que símbolos do crime organizado sejam naturalizados em nossas ruas e escolas. Este projeto é um passo firme para recuperar o espaço público e transmitir às futuras gerações que a cidade pertence à cidadania, e não ao crime”, afirma Sandro, que é presidente da Comissão de Segurança Pública na CMS.

Foto: Divulgação/PMS

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