Cria da Ilha de Maré, vereadora registra BO denunciando violência política, de gênero, raça e psicológica

A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), na noite desta segunda-feira (4), denunciando ataques que vem sofrendo durante seu mandato. Segundo a representante da Ilha de Maré na Câmara de Salvador, por conta de sua atuação em defesa das comunidades tradicionais da Baía de Todos-os-Santos, ela vem sendo alvo de violência política, de raça e de gênero.

Ainda segundo Eliete, seu histórico enquanto liderança comunitária e seu trabalho na CMS que vão de encontro aos interesses de empresários e empreendimentos erguidos na Baía têm provocado os ataques, inclusive com apoio de um tradicional jornal da capital.

“Uma mulher negra, marisqueira, quilombola, liderança popular e defensora dos direitos da natureza incomoda muita gente, especialmente quando sua voz e atuação afrontam os interesses de empresários, empreendimentos e parlamentares radicais de extrema direita que desejam dominar os territórios e os bens naturais da Baía de Todos os Santos”, inicia a nota pública divulgada pelo mandato da primeira vereadora quilombola de Salvador.

“A perseguição sistemática tem como objetivo silenciar, criminalizar e desumanizar uma mulher negra, quilombola, marisqueira e defensora dos direitos humanos e dos territórios tradicionais, e que hoje ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Trata-se de um procedimento intencional de tortura psicológica, uma tentativa orquestrada de minar sua saúde mental, isolar sua atuação política e desacreditar a potência coletiva que seu mandato representa para o povo das águas, das mulheres negras e das comunidades tradicionais”, diz outro trecho.

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